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Taubate, Brazil
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Ensaio de Permeabilidade in situ em Taubaté: Lefranc e Lugeon

A Bacia Sedimentar de Taubaté guarda particularidades que afetam diretamente qualquer projeto de fundação. Aqui os arenitos da Formação Tremembé alternam com argilitos, e os níveis freáticos variam muito entre as zonas de várzea do Rio Paraíba e os terraços mais elevados. Em nossa experiência, assumir permeabilidades de tabela ignora essa heterogeneidade. Para obras que exigem rebaixamento de lençol ou verificação de estanqueidade, o ensaio de permeabilidade in situ se torna a ferramenta que revela o comportamento real do maciço. Aplicamos os métodos Lefranc e Lugeon conforme a profundidade e o tipo de solo encontrado na perfuração, e os resultados frequentemente surpreendem até engenheiros habituados com os parâmetros médios da região do Vale do Paraíba.

Na Bacia de Taubaté, a permeabilidade medida in situ chega a ser uma ordem de grandeza diferente dos valores estimados por correlações granulométricas.

Como trabalhamos

Nossas equipes de campo em Taubaté operam dois tipos de arranjos. Para solos, utilizamos o permeâmetro Lefranc com obturador pneumático, descendo o trecho de ensaio dentro de revestimento metálico. O controle de carga é feito com transdutor de pressão e datalogger, não com régua graduada manual — isso elimina o erro de paralaxe e registra a curva de dissipação completa. Em rocha, o packer duplo do Lugeon isola o trecho a ensaiar, e a injeção de água segue os patamares de pressão da ABNT NBR 14545.
Antes de definir o tipo de ensaio, muitas vezes executamos uma sondagem SPT com medida de N.A. para posicionar corretamente os intervalos de teste. Em terrenos mais competentes, o ensaio CPT ajuda a identificar lentes de areia que demandam maior atenção na caracterização hidráulica.
Ensaio de Permeabilidade in situ em Taubaté: Lefranc e Lugeon

Particularidades da região

Em Taubaté, o que mais vemos é um contraste forte entre a permeabilidade dos solos aluvionares e a do embasamento alterado. Um prédio executado ao lado de outro pode encontrar condições de fluxo completamente diferentes.
O risco mais comum é superestimar a vazão de rebaixamento. Aí o sistema de bombeamento fica subdimensionado, a escavação alaga e o cronograma atrasa semanas. O oposto também acontece: subdimensionar a estanqueidade necessária para uma cortina de contenção, permitindo que a água carregue finos e crie vazios atrás da estrutura.
Quando o projeto envolve túneis ou escavações profundas em solo sedimentar, a percolação pode desencadear erosão interna regressiva. Já acompanhamos casos onde um único ensaio Lugeon mal executado resultou em uma interpretação equivocada da necessidade de tratamento do maciço rochoso. O custo de refazer uma cortina de injeção depois da obra pronta é ordens de grandeza superior ao de um programa de ensaios bem planejado.

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Marco normativo

ABNT NBR 14545:2021, ABNT NBR 6484:2020, ABNT NBR 6122:2019

Outros serviços relacionados

01

Programa de ensaios sob medida

Definimos a quantidade, profundidade e tipo de ensaio com base nas sondagens prévias, evitando redundâncias e focando nos horizontes críticos para o escoamento.

02

Curvas de dissipação e relatório técnico

Cada ensaio gera a curva pressão versus vazão completa. O relatório inclui o memorial de cálculo, a classificação do maciço segundo a permeabilidade e as recomendações para projeto de rebaixamento ou injeção.

03

Integração com outros ensaios de campo

Correlacionamos os resultados com ensaios de granulometria e CPT para refinar o modelo hidrogeológico conceitual do terreno.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Método em soloLefranc (carga constante e variável)
Método em rochaLugeon (patamares de pressão)
Registro de dadosTransdutor de pressão com datalogger
Trechos ensaiadosDe 0,5 m a 5,0 m de comprimento
Norma aplicávelABNT NBR 14545
Coeficiente obtidok (m/s) ou Unidade Lugeon (UL)
Aplicação típicaRebaixamento, injeções, barragens e túneis
Controle de qualidadeCurva pressão-vazão completa no relatório

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc é executado em solos ou rocha muito alterada, medindo a permeabilidade do maciço através de carga constante ou variável em furo revestido. O Lugeon é específico para rocha sã ou fraturada, onde se isola um trecho com obturador e se injeta água sob pressão em patamares crescentes. Em Taubaté, usamos Lefranc nos aluviões e solos de alteração, e Lugeon quando a sondagem atinge o embasamento são da bacia.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Taubaté?

O valor de referência fica em torno de $100.000 por ensaio, mas o custo total depende da profundidade, da quantidade de trechos a ensaiar e da necessidade de mobilização de equipamento de perfuração. Um programa com múltiplos níveis em um mesmo furo otimiza o investimento.

O ensaio pode ser feito no mesmo furo da sondagem SPT?

Sim, desde que o furo esteja revestido e estável. Aproveitamos a perfuração da sondagem SPT para posicionar os trechos de ensaio nos horizontes de interesse. Isso reduz custos de mobilização e fornece uma correlação direta entre a estratigrafia, a resistência à penetração e a permeabilidade medida.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Taubate e arredores.

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